Queridos amigos. Hoje a nossa dona recebeu um texto que não podemos deixar de compartilhar convosco. Se pensarmos um bocadinho...
O autor é desconhecido.
"Se consegues...
Se consegues começar o teu dia sem cafeína,
Se consegues terminá-lo sem sedativos para dormir,
Se consegues estar de bom humor, sabendo ignorar os teus males e as tuas dores,
Se consegues nunca te queixar nem aborrecer os outros com os teus problemas,
Se consegues compreender quando os que te amam estão ocupados demais para te dispensar o se tempo,
Se consegues aceitar que te censurem por uma falta que não cometeste,
Se consegues acreditar que cuiudarão de ti até ao fim da tua vida,
Se consegues aceitar todas as críticas sem nunca te insurgires,
Se consegues suportar a grosseria de certas pessoas sem nunca as corrigir,
Se consegues enfrentar a vida sem nunca mentir ou falsear,
Se consegues dizer muito honestamente, do fundo do teu coração, que não tens qualquer preconceito contra os idosos, as raças diferentes, outras religiões ou opções sexuais,
Se consegues comer a mesma comida todos os dias e continuar feliz
Se consegues amar sem condições e sem esperar nada em troca,
Entao meu amigo és QUASE tão perfeito como o teu cão!"
Monday, September 1, 2008
Tuesday, August 26, 2008
Aqui afirmo

Que tenho em ti um amigo
Que tenho em ti a tranquilidade que desejo
Que vejo em ti o espelho da minha alma
Que vejo em ti o reflexo da paz
Que sei que , em mim, tu vês um amigo
Que em mim encontras a tranquilidade que anseias
Que em mim podes ver a imagem de uma alma aberta
Que em mim podes olhar-te ao espelho.
Aqui afirmo que somos um
Aqui afirmo que o seremos sempre.
Sandra
Friday, July 11, 2008
Um bocadinho de luz

Acho que muitos Homens não sabem
O que é o amor, a amizade...
Têm ódio nos corações e perdem
Toda a razão e dignidade.
Gostava de lhes ensinar a amar,
De lhes mostar como se faz a paz.
Neste coraçãozinho de animal
Governam as leis do que não é fugaz.
O que eles precisam, sei-o bem
É de um bocadinho de luz na vida
Uma receita, um saboroso cocktail
Feito de carinho e amizade colorida.
Sandra e Emmy
Tuesday, June 17, 2008
Um desejo
Wednesday, June 4, 2008
Fazer Campanha

As férias estão a chegar e com elas o reboliço do costume: malas, viagens, protectores solares, livros e passatempos, praia, areia, mar. Infelizmente, para muitos animais, esta é a altura que mais temem - crescem os abandonos.
Temos que tentar alertar e convencer as pessoas de que há formas de não separarmos a familia, de não deixarmos estes amigos para trás.
Há que alertar consciências e fazer despertar sentimentos mais nobres. Eles NUNCA nos abandonariam, nunca nos dariam tal desgosto.
Afinal, somos ou não uma familia?
Wednesday, May 28, 2008
A todos os meus amigos que por aqui passam...
Um dia,
contei-te os meus sonhos;
disseste
que era o meu caminho..... e, encheste a minha vida de carinho!
Obrigado a todos vós! Estão sempre presentes no nosso coração, mesmo quando temos de estar longe, porque as obrigações a isso nos forçam. Luna e Belchior
contei-te os meus sonhos;
disseste
que era o meu caminho..... e, encheste a minha vida de carinho!
Obrigado a todos vós! Estão sempre presentes no nosso coração, mesmo quando temos de estar longe, porque as obrigações a isso nos forçam. Luna e Belchior
Tuesday, May 20, 2008
O menino e o cachorrinho

Encontrei esta história, que não é mais do que MAIS uma lição de vida:
"Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.
- Entre 30 e 50 dólares, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse:- Mas, eu só tenho 3 dólares... Poderia ver os filhotes?
O dono da loja sorriu e chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de 5 bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível. O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril e andaria devagar para sempre.
O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
O dono da loja respondeu:
- Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.
O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:
- Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 3 dólares agora e 50 cêntimos por mês, até completar o preço total.
Surpreso, o dono da loja contestou:
- Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
O menino ficou muito sério, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar... Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- Veja... não tenho uma perna... eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
Ás vezes desprezamos as pessoas com quem convivemos todos os dias, por causa dos seus “defeitos”, quando na verdade somos tão iguais ou piores do que elas. Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem, não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são..."
Dá mesmo para pensar...
Thursday, May 8, 2008
Verdade, verdadinha...
Wednesday, April 30, 2008
Inquietação em forma de carta
Boa noite queridos amigos e companheiros de tertúlia.
Que é feito? Tenho reparado, ao longo destes últimos dias que se têm mantido muito afastados deste nosso convívio, que aconteceu?
Todos temos tido mais trabalho, talvez também menos paciência, mas este quase total afastamento deixou-me deveras intrigada....
A partir da próxima semana a nossa dona vai voltar à actividade em pleno, mas, pelo menos a intenção é de ir acompanhando os amigos e estar com eles um bocadinho sempre que possível.
Para todos vocês o nosso muito obrigado pelos momentos de convívio, umas vezes mais alegre que outras, mas sempre precioso.
Bjinhos da Luna e do Belchior
Sunday, April 20, 2008
Uma receita muito especial
"Quando Deus criou os gatinhos, não tinha uma receita; sabia que queria alguma coisa doce, tão doce quanto o doce pode ser.
Começou pelo açúcar, juntou apenas uma pitada de condimento. Depois adicionou umas gotas do orvalho da manhã, para os manter frescos e belos... Transformou-os em acrobatas, e deu-lhes graça e equilíbrio; olhos grandes e curiosos, que retirou aos rapazinhos, colocou-lhes bigodes nos focinhos, deu-lhes orelhas finas por bonés.
Depois moldou-lhes os pequenos corpos, para se enrolarem a seus pés". Luna
Começou pelo açúcar, juntou apenas uma pitada de condimento. Depois adicionou umas gotas do orvalho da manhã, para os manter frescos e belos... Transformou-os em acrobatas, e deu-lhes graça e equilíbrio; olhos grandes e curiosos, que retirou aos rapazinhos, colocou-lhes bigodes nos focinhos, deu-lhes orelhas finas por bonés.
Depois moldou-lhes os pequenos corpos, para se enrolarem a seus pés". Luna
Friday, April 18, 2008
Tristeza.... e "Nevoeiro"
Tenho estado triste! Tão triste, que nem tenho tido ânimo para vos vir contar mais uma história.... mas veio-me ao olhar um poema que quero compartilhar convosco e que diz muito do porquê da minha trsiteza...
"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer-
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal, nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!" Fernando Pessoa, Mensagem
Prometo que em breve aqui estarei para vos contar mais algumas das pequenas aventuras que fazem parte do património da minha querida, e bem peluda, família. Luna
"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer-
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal, nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!" Fernando Pessoa, Mensagem
Prometo que em breve aqui estarei para vos contar mais algumas das pequenas aventuras que fazem parte do património da minha querida, e bem peluda, família. Luna
Wednesday, April 16, 2008
Porquê?...

Quanto será preciso percorrer
Para que me dês a tua atenção?
Estou aqui...Mas queres saber?
Um olhar basta, aquece-me o coração.
Não tenho dinheiro, não tenho saber
Mas sei que ías gostar de mim.
Pois o que eu tenho para te oferecer
É do mais puro e valioso, isso sim.
Tenho amizade, tenho amor eterno
Tenho um coração a rebentar!
Porque não queres o que te ofereço
Se é com gosto que to estou a dar?
Vá lá, deixa-te de egoísmos banais.
Sou um amigo em quem podes confiar!
Estás triste, tens emoções a mais?
Estou contigo, a mim podes-me contar!
Só não sei porque me abandonaste,
Porque me trataste com tanto desdém?
Porquê? As portas, agora, me fechaste?
Porquê? Eu sempre te tratei bem!
Porquê????
Thursday, April 10, 2008
Amor de mãe
Por acaso também não concordo nada com a afirmação da perda de laços familiares entre os animais caseiros. Uma vez assisti a uma cena ternurenta que vos conto:A minha mãe vive num prédio alto, onde cresci. Para trás tem um páteo e um pequeno jardim ladeado por um muro com cerca de 20 metros de altura, que separa o nosso de outro edifício mais alto. Estava eu a ver tv quando oiço um miar aflito. Vou à janela e deparo-me com a seguinte cena: um gatinho jovem, que não devia ter mais do que um mês, decidiu aventurar-se muro acima mas, quando se apercebeu da altura, ficou tão aflito que...nem para a frente, nem para trás! Miava baixinho, medroso. Próximo dele estava a sua mãe, aflitíssima por não o conseguir atingir e puxar para terra firme. Miava aflita, segura do perigo que o filhote corria.
Lá vou eu escada abaixo, escada acima, desce muro, trepa outro, até chegar ao pobre bichano que tremia que nem varas verdes. O meu medo era que ele se assustasse e caísse mesmo! Estratégia: um pouquinho de fiambrinho que levei! Chamei-o de mansinho, ele foi chegando ao fiambre e lá o consegui apanhar!
Mas o melhor foi ver a alegria da gata: lambeu-o tanto que parecia que o pobre ía ficar encharcado! E agradeceu-me com o olhar e com um miar mais calmo, enroscando-se às pernas e deixando fazer festas! Lá veio o resto da ninhada e por ali ficaram, certos de que o gatito não iria repetir nova façanha.
Nunca me irei esquecer, até porque alguns vizinhos observavam a cena da janela...lololol!
Sunday, April 6, 2008
História de quatro meninos e uma galinha
Amiguinhos. "Prometido, é devido", por isso aqui vai mais uma história! Estou muito bem instalada, com o amigo Pipi sentado ao meu lado e já posso começar.
Como já vos contei, a nossa velha amiga Preta, teve uma linda ninhada de quatro gatinhos, duas meninas, a Timmy e a Clio e dois meninos,o Goldie e o Júnior, siameses, de lindos olhos azuis e pelagem beije, patinhas , orelhinhas e rabito castanho chocolate, lindos de morrer. O pai era um gatão siamês, que a nossa dona crismou de Garfield, porque tinha uma característica muito engraçada: na casa ao lado, exitia,como é muito costume nestas aldeolas, um pequeno cãozito, que nós nunca vimos, mas sentíamos, porque ladrava muito e coitadito, sempre se lastimava de estar preso numa corrente no pátio da casa, mas sempre que a dona lá lhe deixava comida, aparecia o nosso amigo Garfield, gatão, velho morador da zona, gingão como ele só, a descer o telhado, espreitava bem, olhava com atenção .... e.... zumba! caía em cima do cãozito, que primeiro protestava, depois, gania... e ... nós já sabíamos o que ia acontecer... comia-lhe a comida! Era o máximo!
A Preta começou a criar os seus meninos entre o terreno ao lado da nossa antiga casa e o nosso terraço. Desta forma todos pudemos assitir à educação e treino intensivo que as mamãs gatas dão aos seus pequeninos. Era fantástico vê-los correr, em conjunto, e trepar às árvores, ou saltar nas quatro patitas para agarrar qualquer coisa que a mãe lhes indicava. Era verdadeiramente um trabalho de equipa, que os humanos bem deviam saber apreciar, estimar, e, por que não imitar! Foi neste clima de aprendizagem que um dia, conta a nossa dona, a Preta ao transportar, como todas as mamãs gatas fazem, os seus filhotes, um por um, na boca, para os mudar de local, deixou cair o Júnior ao chão, de uma altura razoável, e o Júnior ficou para sempre com um pequeno defeito numa das patitas traseiras. Pois desde esse dia, a Preta nunca mais deixou de cuidar dele, até ao dia em que partiu. Pensa a nossa dona, que já mais de uma vez comentou esse assunto connosco, que o sentido de responsabilidade dela para com o filhote foi tão forte, que ela sempre o previlegiou a partir desse acontecimento. E ainda dizem, que os laços de maternidade entre os felinos, se desfazem..... O que "eles" inventam!
Estou a perder-me no relato. Retomando. Foi neste clima de aprendizagem que um dia, a dona começou a ouvir um cácácá, cácárácá, cácácá, muito pouco usual e muito, muito aflito. Curiosa, ela foi espreitar para o terreno ao lado, para ver se percebia o que se passava e deparou-se com uma cena fantástica! Espantosa! Em cima de um pequeno arbusto, a menos de um metro do chão, cacarejava aflita, uma galinha! E porquê cacarejava ela tão aflita???? Porque estava literalmente sitiada, cercada pelos nossos pequenos felinos, que se preparavam para mais qualquer coisa! Então... tinham-na embuscado, encurralado e.... se não fosse a dona, havia galinha do vizinho para o jantar!!!!
O trabalho de equipa, quando é bem feito, resulta, ou não????
Foi uma cena inesquecível e a dona sempre gosta de relembrá-la. De vez em quando, lá está ela a contar-nos estas aventuras, e agora que o Belchior não sabe de nada... Lá estou eu a ouvir a repetição, mas gosto sempre muito!
Se não fôr muita maçada, para a próxima, conto-vos a história da serpente e de como a nossa dona travou conhecimento com ela!
Bjinhos, e uma boa noite.... Luna
Monday, March 31, 2008
Sushy Spring
Saturday, March 29, 2008
Só para vos dizer boa-noite!
"A curiosidade matou o gato!"costuma dizer-se.
Mas acho que devemos acrescentar, e fica muito melhor.....
"A curiosidade matou o gato, mas a satisfação trouxe-o de volta à vida!" Luna
Mas acho que devemos acrescentar, e fica muito melhor.....
"A curiosidade matou o gato, mas a satisfação trouxe-o de volta à vida!" Luna
Monday, March 24, 2008
Por aqui, o frio bateu à porta!
Sunday, March 16, 2008
Já a pensar no Verão!
Friday, March 14, 2008
"Olhares"
Apesar de ser cão, neste caso cadela, continuo a dizer que que nós Huskys, temos uma "costela", talvez até um bocadinho mais do que isso, de gato.
Por isso, faço minhas as palavras de Lillian Moore :
"Quando os olhos verdes (azuis) de um gato olham para dentro de ti, podes ter a certeza que tudo o que ele disser é verdadeiro". Luna
Em homengem à Timmy
Acabei agora de ler os últimos textos publicados e de deixar alguns comentários e não resisti a continuar por aqui mais um bocadinho.... Hoje, esta história é especialmente dedicada à Sushy porque depois de ver os "olhares" ... e, é claro, também a todos os amigos.
Sushy, vou-te contar a história da Timmy,(a que faço referência no comentário à história do "Gato Zen"), tal e qual a soube pela boca da Preta.
A Timmy era uma gata siamesa nascida debaixo de uma escada, no jardim da casa da nossa dona, ela e os três irmãos, todos siameses, todos filhos da Preta. Como gatinhos fofos e lindos que eram, a nossa dona rápidamente os trouxe para casa, onde a Preta os passou a acompanhar.
A Timmy era de todos a mais arisca, esquivava-se a festas, detestava colo, daí Timmy, de tímida! O nosso, na época, jovem dono, foi conseguindo a pouco e pouco, com muitos mimos daqueles MESMO irresistíveis, conquistar a nossa jovem amiga, que acabou a dormir na cama dele, em conjunto com todos os irmãos, entretanto, com o passar do tempo, ela descobriu que podia dormir sózinha, DENTRO da cama, esgueirava-se lá para dentro, sem ninguém dar por isso e enroscava-se nos pés. Só saía quando a minha dona se levantava - daqui a uns tempos, e se não vos aborrecer muito, vou-vos contar a história deles - entretanto, na mata ao lado da nossa casa, ia prosseguindo o treino efectivo destes novos habitantes do terreno. A Preta encarregava-se, com verdadeiro esmero maternal, de treinar os seus filhotes na corrida em conjunto, na defesa do território, na caça - a propósito, tenho de vos contar a história da galinha!- Vocês já alguma vez assistiram ao treino de gatinhos pela sua progenitora? É um espanto! Quando a mãe sabe o que está a fazer, e não é "mãe de primeira viagem", é vê-los em actividades de grupo, isso mesmo, DE GRUPO! trepar pelos troncos de árvores, caçar, sem matar, apenas pelo prazer da brincadeira que é a caça, o seu primeiro ratito...A Timmy, tal como os irmãos, ia ficando aprimorada. Entretanto, passaram alguns anos, mudámos de casa (já sabem o que aconteceu com a Preta) e ela, que estava habituada a dar a sua voltinha pelas matas ao lado de casa, achou que de facto não valia a pena correr riscos inúteis e sair para a rua. Por vontade própria passou a ficar em casa; tornou-se uma adulta corajosa perante a partida da irmã Clio, que acompanhou sempre e de quem cuidava, com mimos maternais, ao longo da doença.
E passou a acompanhar a nossa dona, agora sem a irmã, sempre que ela tinha de viajar de carro, enrolava-se no banco da frente, que era dela, e semicerrava os olhos com um olhar dengoso, como quem diz "eu adoooro passear sózinha contigo, sem os outros por perto, ficas só para mim". Mas quando regressavam, era vê-la a ir correr contar as novidades! Uma reunião familiar com a Timmy no meio, a contar tudo!
Estas rotinas repetiram-se, por alguns muito bons anos, até ao dia em que descobrimos que a Timmy tinha desenvolvido cancro mamário. Nessa altura eu já estava cá em casa e ainda a conheci. Foi um período longo de quatro anos, e doloroso para todos, com duas operações pelo meio, até ao dia em que ela chamou a minha dona para se despedir e partiu nos braços dela. Está debaixo de uma ávore, na falésia junto ao mar, perto da nossa casa e de vez em quando vamos visitá-la, mas sabemos que o seu espírito bom está sempre connosco.
O Belchior, que não conhece nenhuma destas histórias, está aqui com um ar de espanto como quem diz" mas estás a falar de quem?? eu não sei que é essa Timmy. Tens de me contar mais coisas!"
Espero não ter sido muito maçadora, mas é tão bom recordar.... Luna
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